Hepatologia Paraná

Dr. Ricardo Schmitt de Bem

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Conhecendo o Hepatologista e a Hepatologia

​O hepatologista é o profissional médico que é capacitado e habilitado para atuar na Hepatologia.

A Hepatologia é o ramo da medicina que engloba o estudo das doenças do fígado, da vesícula biliar, das vias biliares e do pâncreas.

O termo hepatologia deriva do grego: Hepar/ hepato (fígado) e logia (estudo).

Atuação

O fortalecimento da Hepatologia como especialidade foi extraordinário nos últimos anos, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e a multiplicidade de pesquisas nas mais variadas áreas. Mas o apogeu das conquistas, assim como na cardiologia e na nefrologia, foi seguramente a realização do transplante hepático, que se tornou uma realidade clínica, uma esperança de vida a milhares de pacientes desenganados. Com a perspectiva do transplante, as condutas terapêuticas das diferentes complicações da doença hepática crônica avançada adquiriram novo enfoque.

A pluralidade e diversidade de temas dentro da área da Hepatologia faz com que já existam sub-especialidades. Em grandes serviços de Hepatologia dos Estados Unidos e Europa, os estagiários que buscam aprimorar conhecimentos, principalmente através do desenvolvimento de pesquisas científicas, precisam optar entre diferentes áreas como: hepatites virais, doenças das vias biliares, doenças auto-imunes, complicações da hipertensão portal, doenças metabólicas ou genéticas.

A hepatologia faz interface também com outras especialidades, existindo, assim, a Hepato-Patologia, a Hepatologia Pediátrica e a Cirurgia de Fígado e o Transplante Hepático. O laboratório clínico, a biologia molecular, os exames de imagem e a radiologia intervencionista constituem áreas de apoio de fundamental importância, com profissionais especificamente dedicados ao diagnóstico e tratamento de doenças hepáticas.

Doenças

Existem mais de 100 tipos de doenças diferentes que acometem o fígado.

Cada vez mais, algumas doenças hepáticas são motivo de grande preocupação de saúde pública, haja vista sua grande incidência registrada em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hepatologia, cerca de 30 mil pessoas morrem a cada ano por doenças hepáticas, em território brasileiro.

A hepatite C acomete em torno de 1.5% da população brasileira, ou seja, algo em torno de 2 milhões de pessoas. Outras 400 mil pessoas possuem hepatite B. Certamente, a epidemia silenciosa ocasionada pela hepatite C vem assustando a todos nos últimos 20 anos. Seu índice de cronicidade varia de 60 a 80% dos casos, podendo haver evolução para cirrose e câncer. No Brasil, na América Latina e em várias estatísticas mundiais, a cirrose pelo vírus C é a causa mais frequente de transplante hepático.

Já a prevalência da doença hepática gordurosa não alcoólica gordurosa também vem aumentando em todo o mundo e está relacionada ao aumento da frequência de obesidade e de diabetes. Ela ocorre em 11 a 46% da população em geral, mas aumenta para 57,5 a 74,5% em obesos e 21 a 78% em diabéticos.

História

Uma das primeiras representações da anatomia e fisiologia do fígado foi encontrada em papiros egípcios, em cerca de 1550 a.C. Na Ilíada e na Odisséia, (no oitavo século a.C.), Homero descrevia a anatomia do fígado e o definia como um órgão vital, pois quando ferido levava à morte. O estudo do fígado progrediu na antiguidade com os filósofos pré-socráticos, a escola hipocrática e os romanos (principalmente Aulus Cornelius Celsus e Aretaeus de Cappadocia), alcançando seu máximo desenvolvimento com Galeno.

Durante a Idade Média, a hepatologia pouco se desenvolveu como muitas áreas da ciência. Os conhecimentos adquiridos por Galeno foram transmitidos integralmente até o Renascimento, praticamente sem qualquer avanço. Como em tantas outras áreas da ciência, foi a vez de Leonardo da Vinci (1452-1519) exercer sua genialidade. Da Vinci é considerado o pai da hepatologia moderna, descrevendo a anatomia do fígado no homem, com a veia porta, veias hepáticas, vasos intra-hepáticos e as vias biliares. Uma das doenças que descreveu foi a cirrose.

Desde então, a hepatologia se desenvolveu rapidamente. Se na antiguidade suspeitava-se que o fígado era o órgão responsável pela formação do sangue (e como a sede da alma e dos sentimentos), hoje temos uma idéia mais precisa da sua importância.

O fígado

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano, desempenhando um grande número de funções vitais à saúde do organismo. A secreção de bile é a principal função digestiva do fígado, auxiliando no processamento dos alimentos ingeridos. Além disso, o fígado é essencial na regulação do metabolismo dos carboidratos, das proteínas e dos lipídios. Outras funções incluem o armazenamento, a degradação e a excreção de substâncias do sangue, além do auxílio na regulação da hemostasia e da resposta imune.


Localização anatômica do fígado no corpo humano

Localização anatômica do fígado no corpo humano


Quais médicos tratam as doenças do fígado? Diferenças entre gastroenterologista e hepatologista

O Gastroenterologista


Gastroenterologia refere-se a um ramo da medicina que se concentra sobre o sistema digestivo, uma parte complexa e muito importante relacionada ao funcionando do corpo humano.

O sistema digestivo quebra e absorve os nutrientes dos alimentos que comemos para que eles possam ser transportados através da corrente sanguínea para as células do corpo.

É composto por órgãos como o esôfago, estômago, intestino delgado, cólon (intestino grosso) e o reto.


O Hepatologista


A especialidade, chamada hepatologia, concentra-se no estudo da digestão relacionada ao componente denominado bile, avaliando sua função e participação conjunta através do fígado, vias biliares, vesícula biliar e pâncreas.

Embora tradicionalmente considerada uma sub-especialidade de gastroenterologia, a rápida expansão levou em alguns países para médicos especializados apenas nesta área, que são chamados de hepatologistas.

O hepatologista é um médico que obteve treinamento especial em doenças do fígado. Todos os hepatologistas são treinados em geral Medicina Interna (medicina clínica do adulto) ou Pediatria (medicina clínica das crianças). Após esse treinamento inicial se dedicam ao estudo da gastroenterologia e então, finalmente, são submetidos a treinamento diferenciado em um centro especializado em anormalidades hepáticas.

Treinamento em Hepatologia é um elemento da formação em Gastroenterologia, e todos os gastroenterologistas devem ter competências básicas na gestão de doenças hepáticas. Muito apropriadamente, muitos gastroenterologistas gerais irão utilizar o tema Doenças Digestivas e do Fígado em suas listas de atribuições, marketing e divulgação telefônica.

No entanto, Hepatologia é um campo em rápida mudança (novos vírus, novos tratamentos, avanços diagnósticos, revolução tecnológica, entre outros). Para garantir o alto nível de atendimento para doenças do fígado é razoável procurar médicos que se dedicaram à disciplina de Hepatologia. Estes médicos destinam em média 80% ou mais do seu tempo ao estudo, tratamento e gestão de doenças hepáticas.

A maioria das grandes cidades têm um ou mais hepatologistas. Muitos são filiados com hospitais universitários base por causa da necessidade de atendimento multidisciplinar, sobretudo quando se trata se pacientes em avaliação para transplante de fígado. Nestes centros o hepatologista tem importante valor conjuntamente com cirurgiões hepáticos, patologistas hepatobiliares e radiologistas intervencionistas.



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